quarta-feira, 20 de junho de 2012

Bunty Aur Babli


Oi pessoal!

Cá estamos com a nossa atualização semanal. Não sei quanto tempo ainda conseguirei manter esse ritmo (muito menos com a historinha, que acreditem, requer um certo esforço mental), mas se ficarem sem seus posts atualizados, por favor, relevem! Esta semana receberemos aqui o adorável Abhishek Bachchan (acho que é a primeira vez que falaremos dele no Bolly Tabby, né?) e a Rani Mukerji, estrelas do filme em cartaz: Bunty Aur Babli! Além deles, quem também dá o ar de sua graça nesta produção de 2005 é o lendário Amitabh Bachchan. Então vamos logo ver/rever esse filme divertido e muito colorido, que aborda o mundo do crime de forma leve e engraçada.

 Bunty e Babli e seus disfarces! Alegria total! XD

A sinopse, of course:

“Rakesh Trivedi (Abhishek Bachchan) é inteligente e cheio de ideias. Mas vive numa cidadezinha interiorana e pobre. Vimmi Saluja (Rani Mukerji) é linda e vaidosa. Sonha em ser Miss Índia, ficar rica e famosa. Mas vive numa cidadela pequena e sofre pressão para se casar. Ambos têm sonhos e ambições muito maiores que as suas pequenas vilas e acabam fugindo em busca deles. O destino faz com que seus caminhos se cruzem e após levarem rasteiras da realidade cruel das ruas, ligam o foda-se e tornam-se Bunty e Babli, uma dupla de trapaceiros que dão engenhosos golpes por toda Índia.” 

 Rani + Abhishek: jodi teve química shojística (não é pouca coisa)

Se existe um tema que adoro em filmes é o mundo do crime. Quando é uma comédia então, deito e rolo. A única coisa que sabia sobre o filme é que Abhi (é muita intimidade com os astros de Bollywood) e Rani eram criminosos, tipo um Bonnie e Clyde indiano. Mas ao contrário dos famosos ladrões americanos, Bunty e Babli só dão golpes, não matam ninguém. Algumas de suas trapaças são até muito inocentes, outras bem boladas (como a venda do Taj Mahal, que foi o cúmulo da cara de pau) e teve aquelas que você tinha que abstrair, pois ninguém cairia em algo assim. Senti falta do golpe da “tia”... XD (quem viu o filme argentino “Nove Rainhas” sabe do que estou falando e quem não viu CORRE pra ver, pois é ÓTIMO).

 BEIJOOOOOOOOUUUUU!!!! BEIJOOOOUUUUU!!!!!! #atéqueenfimporra

Mas como BAB é um filme leve e divertido, não poderia levar o crime a sério. O casal era uma espécie de Robin Hood, deixando parte dos lucros com os pobres. Imagina se num filme desses eles seriam realmente malfeitores? Rakesh e Vimmi queriam antes de qualquer coisa ser famosos, especiais. Não mais um bilheteiro de trem ou mais uma esposa-mãe-dona-de-casa-frustrada. Para eles o dinheiro era bom, mas a adrenalina do golpe e a fama tinha mais valor. Quando o policial Dashrath Singh entra em cena, decidido a colocar um fim na vida de crimes da dupla, achei que eles realmente estariam com problemas, mas não acontece nada disso. Apesar de ser o grande Amitabh, seu policial é bem incompetente, vamos combinar! 

 Podem me crucificar, mas gosto mais do filho que do pai! #prontofalei

Quando assisti BAB, já conhecia o trabalho do Abhishek. Já tinha visto alguns filmes com ele e o adorava fazendo comédia (calma que a resenha de Dostana vem em breve, com tudo que tem direito). Aqui ele está ótimo como Rakesh. Abhi é um ator que gosto bastante e até agora ele não me decepcionou. Sua química com a Rani me impressionou muito. Eles fizeram um casal ótimo (extremamente shoujo mangá, com o homem alto e a mulher baixinha, uma fofura)! Tenho muitos outros filmes com ele na fila e logo vocês terão mais Abhi por aqui.

  Bandeira branca, Rani...

Relutei um pouco em assistir esse filme por conta da minha implicância com a Rani Mukerji. Mas ela se dissolveu depois de BAB. No fim das contas acho que o problema não era a Rani, coitada, mas os filmes que ela fez como jodi do SRK. Eu não gostei de NENHUM! Acho que só Chalte Chalte, mesmo sendo um filme inho (legalzinho, razoavelzinho, bobinho), me agradou um pouco. O resto, muito fraco. Um deles foi até traumático para mim (que só receberá resenha no Bolly Tabby quando este blog for hakeado por um inimigo de vidas passadas)! XD Para mim eles só fizeram um bom par na música Phir Milenge Chalte Chalte de RNBDJ! Mas em BAB eu vi a Rani divertida, palhaça e talentosa que não aparecia nos outros filmes que vi com ela. Não posso me considerar uma fã, como sou da diva-máxima-do-blog Kajol ou da foférrima Preity Zinta, mas já vi outros filmes com ela numa boa. E gostei, viu!

Bunty Aur Babli é aquele filme pra se ver quando você está naquela moleza de domingo à tarde, querendo se divertir e embarcar na fantasia. O blog recomenda que você assista, para rir com o Abhishek e caso tenha uma rixa com a Rani, voltar às boas com ela. E pra tudo ficar ainda mais lindo, tem uma participação especial da Aishwarya Rai, dançando e sensualizando com o (futuro) maridão e o (futuro) sogrão (ela só se casou com o Abhi em 2007)! XD 


 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Dia dos namorados Bolly Tabby

Oi Pessoal!

Hoje, no Dia dos Namorados, nosso querido blog não prestará nenhuma homenagem. A razão é simples: já fizemos isso. O casal que define a palavra amor já recebeu um longo especial por aqui. Claro que estou falando de SRKAJOL!! XD Gostaria de ter preparado alguma coisa, afinal filme indiano te inspira a se jogar no amor, mas a verdade é que eu não me organizei e nem me lembrei da data! XD Estar solteira é isso aí! Mas para a coisa toda não passar em brancas nuvens, deixo com vocês alguns casais que já passaram por aqui. Que tal ver ou rever esse pessoal no dia de hoje?

Bolly Tabby convida você a conhecer/relembrar esses casais e se apaixonar também:

Raj + Simran


Filme: Dilwale Dulhania Le Jayenge

Quando se conheceram: na estação de trem indo para uma viagem à Suíça. Raj estendeu uma mão amiga e nunca mais viveriam um sem o outro.

Amar é: para Raj é correr atrás de Simi na Índia e usar de todo o seu carisma e cara de pau para conquistar o pai mala da jovem. Para Simran é dar um pique de atleta de 100 metros rasos. Go Simran!

Porque você precisa ver esse filme hoje: porque além de ser um clássico de Bollywood, conta uma história romântica, linda, com protagonistas carismáticos e com músicas incríveis. E você nunca mais verá um jardim de flores amarelas da mesma maneira.

Veer + Zaara


Filme: Veer-Zaara

Quando se conheceram: Veer, piloto de resgate, salva Zaara pendurada em um barranco. Não tem como não apaixonar.

Amar é: para Veer é ficar 22 anos em silêncio e acabar todo esculhambado. Para Zaara é ligar o foda-se para o pai, mãe, marido, Paquistão e se enfiar numa vila pobre da Índia. 

Porque você precisa ver esse filme hoje: porque Veer-Zaara tem o poder de mudar vidas (é sério), conta uma história de amor e sacrifício que fará você se derreter. Além de ter músicas lindíssimas. Quando tocar Do Pal, se segura, porque o coração dispara.

Jalaluddin + Jodhaa


Filme: Jodhaa Akbar

Quando se conheceram: não foi no casamento, nem na noite de núpcias que se viram pela primeira vez. Foi quando Jodhaa cantava para o encantador de corações, Krishna, que se deu a magia.

Amar é: Para Jalal é conceder todos os desejos de sua imperatriz, além de se tornar um imperador e pessoa melhor. Para Jodhaa é dar uma lição de moral em Jalal e ser estupidamente doce, linda e chegar em cima de um elefante. Porque, né, ela pode!

Porque você precisa ver esse filme hoje: porque é uma história saída de um conto de fadas, com príncipe lindo, princesa divina, rhykeza e amor. As músicas são maravilhosas e o casal tem uma química explosiva.

Surinder + Taani


Filme: Rab Ne Bana Di Jodi

Quando se conheceram: no casamento de Taani que acabou em tragédia.

Amar é: para Surinder é fazer tudo para Taani voltar a sorrir, nem que seja se disfarçar do aloprado Raj. Para Taani é desistir de cornear o marido depois de ver Deus nele.  

Porque você precisa ver esse filme hoje: porque um amor como o de Surinder é mais raro que táxi em dia de chuva. É suave, luminoso e irresistível. Um filme com comédia, músicas ótimas e que entra suave no coração pra não sair mais.

Rahul + Anjali


Filme: Kuch Kuch Hota Hai

Quando se conheceram: não fica claro, mas provavelmente na faculdade.

Amar é: para Rahul é seduzir no coreto e chorar, chorar MUITO. Para Anjali é aceitar de volta um sujeito que no passado esnobou seu amor e ainda virar mãe da filha que ele teve com a rival. 

Porque você precisa ver esse filme hoje: porque é apaixonante, com cenas muito românticas e tocantes. Uma heroína impossível de não torcer e um casal de química, física e biologia imbatível para todo o sempre.


Para encerrar, vou deixar aqui os links de todos os posts do especial SRKAJOL, pra quem perdeu algum. O jodi-magia merece!

My Name is Khan

Ah, também deixo aqui o meu mais novo vídeo, em homenagem à dupla mais amada de Bollywood: SRKAJOL! Agora fechamos de vez o nosso especial e... claro que NUNCA vamos deixar de falar deles por aqui! XD
 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Devdas


Oi pessoal!

Cá estamos nós mais uma vez com um filme do nosso divo Shahrukh Khan. Como eu vejo muitos filmes dele (e ele tem MUITOS MESMO), fica difícil não falarmos do Baadshah de Bollywood, né? Essa semana chegou a vez do filme Devdas, que talvez seja um dos mais conhecidos dele em terras ocidentais. Além de ter sido exibido no nosso querido canal Cinemax (devo a esse canal, hein), o filme também foi à Cannes. Segundo o nosso sempre atento Shahrukhkhan.org, Devdas foi um super hit na Índia. Então vamos começar, senta aí e pega o seu copo, que o mé é de graça!

 Entre duas gatas, ele fica com a marvada!

Bebe, digo, segue a sinopse:

“Devdas e Paro sempre se amaram, desde a infância. Quando Devdas vai para Londres estudar, Paro fica a sua espera, com uma chama acesa. O fogo dessa menina não apaga nem debaixo de chuva! Finalmente o tempo passa, Paro vira a Aishwarya Rai e Devdas volta o SRK. O amor dos dois não tem limites, mas tem inimigos. Os pais de Devdas não aprovam a união, já que Paro é de origem inferior. Mas como não basta machucar, tem que jogar sal na ferida, a mãe de Devdas humilha a mãe de Paro, que jura casar sua filha com alguém mais rico que Devdas. Dito e feito! Depois de Devdas dar um mole danado, Paro de casa e ele vai parar no fundo de uma garrafa, bebendo até cair. No meio dessa história toda temos a cortesã Chandramukhi, que cai de amores por Devdas, mas ele não é capaz de corresponder aos seus sentimentos.”

 Devdas, o milionário sedutor

Eu enrolei muito até assistir Devdas. Fugi do filme, na cara dura. Mas sabia que não poderia me dizer fã do divo máximo do blog sem assistir a um de seus mais conhecidos filmes. Cada vez que entrava no IMDB lá estava o pôster pra me lembrar. Dentro de mim eu sabia que não iria gostar, pois já conhecia a história e já tinha lido resenhas em outros blogs. Mas resolvi assistir e além de não gostar muito, várias coisas me revoltaram durante a sessão. Não posso negar que Devdas é um filme muito bem feito, com figurinos e cenários realmente lindos, além de músicas ótimas. No fim, tive a sensação que esse é um filme tipo exportação, como o clipe da Olimpíada do Rio. Tudo muito poético, bonito de ver, com todas as cores e características de Bollywood, aquele romance bem dramático, tudo na medida para se degustar a estética indiana de fazer cinema. Mas, sinceramente, existem muitos filmes que poderiam ocupar essa vaga e que são bem melhores.

 Aishwarya combinou com o SRK, mas ela combina até com um poste...

Como eu sou meio burra pra certas sutilezas, talvez eu não tenha entendido direito o filme e por isso não gostei. Sendo assim, deixo aqui 10 perguntas que não encontrei resposta. Quem souber, pode responder e quem sabe consegue mudar minha visão desse filme:

1 - Por que Devdas escreveu aquela carta para Paro? Essa é a questão que me torturou durante todo o resto do filme. Por que Devdas, por que? Se o fofo já tinha saído de casa, dado um chega pra lá no pai opressor, qual a razão de escrever aquelas mentiras para a moça? De partir o coração dela daquele jeito? Depois ele se arrepende, mas já é tarde. Perdeu, Devdas.

2 - A Chandramukhi era uma cortesã de luxo e fama lá do bairro boêmio, certo? Ela deveria ser experiente, não? Como uma mulher como ela, que parecia a mais centrada na zona que é esse filme, se apaixona depois de tomar uma trollada do Devdas? Desculpa, mas o cara vai lá dar lição de moral? Quem é esse pateta pra isso? Eu mandava catar coquinho! Mas a Chandrinha se apaixona... pode isso, Arnaldo?

3 - Adoro a Kiron Kher, mas ela precisava cantar e dançar feito uma louca na festa? Sério, eu fiquei com medo! Também não deixava meu filho divo casar com a filha dessa aloprada não! Volta pro mar, oferenda!

 Não basta ser linda e rica, tem que levar mané ao alcoolismo.

4 - A Aishwarya precisava estar tão linda? Eu já vi outros filmes com ela, mas linda como em Devdas, credo! Aí você até compreende que o personagem do SRK se afogue na cachaça! Bebe, fio da mãe, bebe mermo! 

 Mesmo pinguço e chorão, Devdas bate um bolão! #divo

5 - Como lidar com o Shahrukh vendendo charme, carisma, saúde, sensualidade e cabelo ryhko dentro de um personagem covarde e imbecil? Queridos, a Paro vai no quarto do sujeito, cheia de amor pra dar, disposta a tudo pra ficar com ele e o infeliz manda a moça passear? E pra completar o currículo de merda, ainda senta uma porrada na pobre no dia do casamento dela. A mãe vê e fala nada! Eu mandava chamar uns capangas saídos do filme Karan Arjun pra dar um pipoco nesse cara! Nem o AA dá um jeito nesse pulha!

 Madhuri Dixit sensualiza com seu visual rhyko! Chandrinha rulez!

6 - Gente, existe alguém que dance de forma mais graciosa que a Madhuri Dixit? Além de ter um sorriso absolutamente doce e ser linda, ela ainda consegue fazer uma dança tão mágica, quase hipnótica! Embora sua personagem seja mulher-de-malandro, gostei dela no filme.

7 - Alguém além de mim teve vontade de acelerar as cenas daquele amigo chato do Devdas? O de bigode (tenho mais o que fazer do que catar o nome do meigo no IMDB, né)? Aquelas poesias do infeliz eram de lascar! Amigo de bebum é naturalmente chato, mas esse abusou!

8 - Qual foi o crime da pobre Paro pra cair naquela família xexelenta? Aquele marido só podia jogar em outro time, pois dispensar uma esposa nova e linda feito a Aishwarya? Significa, hein! E aquela velha então? Ninguém merece aquele povo! A Paro só levou tinta nesse filme, coitada! O erro dela foi qual, gente? Ter dedo podre?

9 - Você não ficou com raiva de não mostrarem que fim levou a mãe bruxa, a cunhada víbora e o irmão imprestável do Devdas? O pai fez o favor de morrer e ainda na cara de pau pediu perdão à Paro (se fosse comigo mandava pedir perdão ao capeta). Mas e esse pessoal? Que foi feito deles? Detesto quando personagens que odeio somem e eu fico sem saber se eles se ferraram.

10 - No meio de números músicais lindos, cheios de cores e embalados com canções incríveis, a sua favorita ser Chalak Chalak (cantada pelo Udit Narayan, alguém que tem uma voz capaz de me deixar fora de mim) diz muito sobre a sua personalidade, não? E depois de ver SRK dançando Bairi Piya com a Pryanka Chopra no show Temptation de 2004, sinceramente, algo nessa música morreu em mim...

 Eu te batizo, em nome do wisky, do vinho e da cachaça!

O blog recomenda que você assista ao filme Devdas e tire suas próprias conclusões. É inegável que será uma experiência visual incrível, sem contar as músicas que são muito boas mesmo. O filme tem alguns momentos românticos bem bonitos, o que reforçou ainda mais a minha revolta com certas coisas. Se você também irá se revoltar ou não com a trama, tem que ver pra saber. Confesso que em alguns momentos tive vontade de dar aquele fast foward básico pra saber que fim ia levar Devdas, sua garrafa, Paro e Chandrinha. Agora fica a seu critério. Vais ou não tomar umas com o Devdas?  
   
  
 Segura... segura... eita nóis!

Eu chalako chalako sim, e tô vivendo...

 Adoro ver a Madhuri dançar! #lindeza

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Taare Zameen Par


Oi pessoal!

Não sei se vocês lembram, mas em um dos posts do especial SRKAJOL (que todo mundo leu o texto, não corria direto pra historinha), comentei que era dura na queda, que não chorava fácil em filmes. O único foi “Sempre ao seu lado” (esqueci de citar “Irmão Sol, Irmã Lua”, choro sempre que vejo). Pois bem, agora coloco outro filme nesta pequena lista lacrimejante: Taare Zameen Par. Seguindo a dica do pessoal do “Quero cinema indiano no Brasil!” lá do Orkut, baixei este filme e Fanaa, para conhecer o Aamir Khan, o único dos poderosos Khans a quem eu não tinha sido apresentada (os outros são Salman Khan e o nosso divo máximo Shahrukh). O resultado? Muitas lágrimas e a certeza de que este é um dos filmes mais emocionantes que vi na vida.


Sente a sinopse:

“Ishaan Awasthi é uma criança de oito anos diferente das outras. Sonhadora, distraída, com momentos de raiva, enorme talento artístico e com desempenho escolar terrível. Para os pais e professores, Ishaan é um moleque preguiçoso e burro. Vendo que o filho seria reprovado no final do ano, seu pai tem a “brilhante” ideia de jogá-lo num colégio interno, o separando da mãe e do irmão. Ishaan fica deprimido e até deixa de pintar. Mas a salvação chega na forma de um professor de arte substituto, Ram Shankar Nikumbh, que descobre que o problema de Ishaan tinha nome: dislexia.”

 É Kajolita, tipo assim mesmo que a gente fica durante e depois da sessão...

No cinema nós temos vários gêneros: comédia, drama, romance, terror, ação e coisa e tal. Mas dentro desses gêneros existem aqueles como filme de tribunal, filme de alienígena, filme de vampiro, de zumbi e um dos meus favoritos: filme de professor. Você já deve ter visto algum, a fórmula sempre funciona. Uma escola ou um grupo de alunos perdidos são auxiliados por um professor com uma didática diferente. Ele compreende seus alunos, a vida, desafia autoridades e no fim todos se tornam pessoas melhores. De cabeça posso citar “Ao mestre com carinho”, “Treino para a vida” (adoro), “Mentes Perigosas”, “Escola de Rock”, “A história de Ron Clark”, “Vem Dançar”. Todos, variando em qualidade, tinham em comum a sensação de que não precisamos ir ao cinema para ver os super-heróis. Eles estão nas salas de aula todos os dias. Por mais fantasiosos que possam ser esses filmes, na vida real não é ficção ter sua vida modificada por um professor.

Alô criançada, o profy chegou! Trazendo alegria pra você e o vovô!

Como fã desse estilo de filme, TZP for um tiro certeiro no meu coração. O filme, lançado em 2007, constrói o calvário de Ishaan sem piedade, com músicas tocantes e cenas de te deixar arrasado. Quando o professor vivido por Aamir Khan entra em cena, a sensação é a mesma que receber um copo d’água no deserto: alívio absoluto e a certeza que a coisa vai melhorar. Diferente dos outros filmes citados, o protagonista não é o mestre, mas o aprendiz. Não são os tormentos do professor e sua luta pela educação que acompanhamos, mas todos os desafios que uma criança com dificuldades de aprendizado e totalmente desamparada tem que passar. Isso foi um grande diferencial do filme.

 Ishaan é uma criança cheia de necessidades: atenção, carinho, apoio, dentista...

Ishaan é vivido pelo ator Darsheel Safary, que simplesmente arrasa. O comum é ver atores mirins ensaiados demais, quase falsos, com os sentimentos pouco convincentes. Mas Darsheel é perfeito como um menininho assustado, que pede socorro em silêncio. Lembro que quando li uma crítica do filme “Meu Vizinho Totoro” do Hayao Miyazaki, disseram que ninguém tinha retratado tão bem crianças em uma animação. Senti a mesma coisa aqui, poucas vezes vi uma criança tão real. O roteiro, a direção e o ator criaram um personagem muito humano, em todos os aspectos. Uma criança de verdade. Isso é muito mais complicado do que parece e torna todo o sofrimento e alegria do menino ainda mais forte e tocante. 
 Nikumbh ainda tem que aturar pai mala e sem educação. Professor sofre!

Eu fui conhecer o Aamir Khan primeiro no filme Fanaa (com a diva absoluta do blog, Kajol) e gostei bastante dele. Além de atuar, Aamir dirige o filme. A sensação que temos é que ou ele conhece profundamente as crianças ou tem memórias muito vivas da sua infância. Um exemplo é a prova de matemática de Ishaan e como o raciocínio dele viaja na maionese! XD Como ator, Aamir já tinha me provado ser ótimo e em TZP ele está ainda melhor.

 "Calma, Ishaan! Te prometo que para a escola do Carrossel você não vai!"

O blog recomenda que você assista a esse filme. Não posso dizer que TZP fez uma diferença tão escalafobética em mim quanto Veer-Zaara, mas com certeza me senti diferente ao terminar a sessão. Fiquei alguns minutos ainda aos prantos depois que o filme acabou. Ele é muito tocante, muito sensível e fiquei feliz de saber que não tenho um coração de gelo. Mas acima de todo o choro, está a felicidade, o alívio e a esperança que ele traz. Como diz no pôster, “todas as crianças são especiais”, mas nem todas recebem importância. Por isso, pais, filhos, irmãos, professores, todos devem assistir Taare Zameen Par. 

Mas separa aquele lenço de papel, porque a coisa vai ser forte...