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sábado, 3 de março de 2012

Veer - Zaara


Oi Pessoal!

Vamos estrear nossa primeira resenha! E o filme escolhido foi Veer – Zaara de 2004. A razão dessa escolha foi bem óbvia. Depois de assistir a esse filme no canal Cinemax (durante um festival de filmes indianos que contou com Devdas, Dhoom e Main Hoon Na no cardápio) que eu comecei a me interessar por Bollywood. Foi difícil resistir a essa história tão bonita, com músicas tão lindas e com dois dos atores favoritos de meio mundo: Shahrukh Khan e Preity Zinta. 



Vamos começar com aquela sinopse no estilo Tabby-chan:
"Veer Pratap Singh (gente, eu adoro esse nome, parece até que fizeram de sacanagem de tão engraçadinho que é), piloto e oficial da força aérea indiana, resgata pessoas em perigo no seu helicóptero. Certo dia ele ajuda uma moça caída num barranco, ela é a bela paquistanesa Zaara Hayaat Khan, que veio à Índia cumprir o último desejo de sua falecida babá. Os dois acabam fazendo essa viagem juntos (com direito a SRK cantando em cima de um ônibus, mas pra quem pintou o 7 em cima de um trem em Dil Se, isso não é nada), terminando na vila dos animadíssimos tios do nosso herói. Veer e Zaara acabam se apaixonando perdidamente um pelo outro, mas Zaara é noiva do bigodudo Razaa Shirazi. Esse sujeito não vale nada e numa manobra cretina coloca o pobre Veer na cadeia. Vinte e dois anos depois a idealista advogada Saamiya Siddiqui lutará contra o pai da heroína de "Driblando o Destino" para devolver à Veer sua liberdade."

 Nada como cair de uma ribanceira pra conhecer seu grande amor, não é mesmo?

Veer – Zaara é uma história sobre amor e sacrifício. Até onde você se sacrificaria por amor? No caso dos protagonistas deste filme, abdicar da própria vida é bolinho! Já na cena em que se despedem na estação, Veer manda logo um: “Saiba que do outro lado da fronteira existe alguém que morreria por você.” É nesse nível! Como resistir? Não por acaso Zaara fica completamente doida, toda trabalhada no desejo carnal indiano, poucos momentos depois (uma das minhas partes favoritas do filme, diga-se). Veer é um sujeito honrado e dedicado a sua família, no caso os tios que o criaram e é impossível não torcer por ele e sua Zaara. O drama e as lágrimas correm soltos no filme (Shahrukh chora um bocado, mas nada no nível de desidratação como em Kuch Kuch Hota Hai), mas é uma história apaixonante. 

 Zaara, toda foguenta, perde a razão por Veer! 
Nesse filme que eu realmente conheci o Shahrukh Khan (já tinha visto Devdas antes, mas aquele filme me deu tanta raiva que deletei da memória) e o quanto ele combina com a Preity Zinta. Os dois tem muita química no filme o que ajuda a comprar a ideia de um amor que enfrenta tudo, inclusive o tempo. Shahrukh é um ator que te ganha no carisma, sério! Ele não é bonito (se bem que eu confesso que dava uns pegas nele fácil...) e também não é nenhum Al Pacino da vida, mas ele tem um magnetismo estranho que te arrasta depois de vê-lo em algum filme. Acho que é disso que os astros são feitos, já que ele é o rei do cinema indiano. Já a Preity é uma de suas melhores parceiras, linda, carismática e com um sorriso adorável! Gosto muito dela! No elenco também temos a Rani Mukerji (na época que eu vi esse filme ainda não tinha criado antipatia pela pobre) como a advogada e o lendário Amitabh Bachchan como o tio festeiro de Veer. Se você não ligou o nome à pessoa, tenta lembrar do filme Quem quer ser um milionário?, no qual Jamal Malick se joga literalmente na merda pra poder pegar um autógrafo com o Sr. Bachchan. Lembrou? Esse homem esteve em mais alguns filmes que assisti, outro dia a gente fala mais sobre ele.

 Filme indiano sem cena na chuva, pode contar que é pirata ou coisa da Glória Perez!

Parte indissociável de um filme de Bollywood é a parte musical. Nunca fui lá muito fã de musicais, mas sabe Deus porque eu adoro as músicas nesses filmes! Mesmo em Veer – Zaara que o pop e a batida ficam de lado, me apaixonei pelas canções e pelas cenas em que elas se apresentam. Se fosse só a sonoridade, mas e a letra? Gente, imagina a cena: Tabby-chan (no caso, eu mesma), leitora de shoujo mangás, mais sonhadora que torcedor do Botafogo que acredita que o time leva o brasileirão, assistindo Veer – Zaara; os protagonistas se despedem na estação de trem, talvez jamais voltem a se ver e começa a tocar uma música que diz: “Era você ou um raio de luz?/Era você ou uma flor desabrochando?/Era você ou uma brisa perfumada?/Era você ou cores por todo lado?”. Pode isso, Arnaldo? Como eu iria resistir? Caí de quatro e ainda não consegui levantar! XD Até mesmo a música da cena deletada (GRAÇAS A DEUS PELO YOUTUBE) é linda e não me conformo de ter ficado no chão da sala de edição!
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Quando o filme terminou, as músicas e as cenas ainda estavam na minha cabeça. Era tarde demais para mim, já tinha me contaminado de forma irreversível pelo curry mágico de Bullywood. Veer – Zaara além de ser um filme lindo e romântico no último grau, ainda me converteu em fã do gênero. Esse blog, assim como o outro, faz as suas recomendações (que ninguém segue) e sugere que você dê uma chance a esse filme. Se ele não fizer de você um fã, pelo menos poderá assistir a uma história de amor, assumidamente exagerada e apaixonante, como parece não se fazer mais no cinema do ocidente...

Cataí o trailer (a advogada apresenta Veer e Zaara para você):